FAKE NEWS – o lado obscuro da web está sob ataque! Mas a SUA marca está segura?

Texto copiado de: “As tendências das mídias sociais para 2018” de Kantar Media - IBOPE
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Fake news (ou notícias falsas) ainda é um assunto quente e as mídias sociais sofreram muito com essa tendência destrutiva. A pesquisa “Trust in News” (confiança nas notícias) da Kantar revelou que as mídias sociais são a fonte de notícias com menor confiança do público, com apenas 33% de aprovação.
Sendo assim, fazer com que o algoritmo do feed possa combater as notícias falsas se tornou uma grande prioridade das gigantes sociais para 2018. O Facebook está usando “machine learning” para detectar compras feitas por contas de spam , dificultando a compra de anúncios por parte de quem publica notícias falsas. Em 2018, o Facebook planeja duplicar sua força de trabalho dedicada à moderação de publicações. Isso inclui a contratação de 1.000 novos revisores para monitorar o conteúdo de anúncios, em vista da manipulação do sistema de anúncios do Facebook realizada pela Rússia. Mark Zuckerberg também anunciou que o Facebook contratará 3.000 moderadores de conteúdo para ajudar a eliminar o conteúdo violento dos vídeos ao vivo.
Considerando que bots e AI são fontes comuns de notícias falsas, seria inteligente investir em uma tecnologia de aprendizagem por máquinas mais sofisticada. Entretanto, existe um risco. A criação de “realidade falsificada”, ou conteúdo falso promovida pela AI pode superar a capacidade dessa tecnologia detectar esse conteúdo, gerando um novo nível de desconfiança digital.
Também existe o problema do conteúdo “não seguro 38 para marcas”, como conteúdo ilegal, adulto, provocativo, discriminatório e/ou violento. Em 2017, por exemplo, o Havas Group UK se viu forçado a suspender todos os gastos com exibição de anúncios no YouTube. O diretor geral e gerente nacional do Havas Group, Paul Frampton, anunciou que o YouTube tem um “dever de cuidado” com seus clientes para garantir a segurança das marcas. Por quê? Sem saber, marcas de produtos domésticos estavam financiando o extremismo ao exibir anúncios ao lado de conteúdo de grupos terroristas e neonazistas.
Em resumo, deixar sua marca “à prova do futuro” será impossível. Para oferecer uma medida de apoio, as plataformas sociais irão envolver as empresas no controle da “qualidade da mídia”. Por exemplo, o YouTube e o Snapchat decidiram colaborar com a Integral Ad Science (IAS), que oferece integração de DSP. O objetivo é reduzir ou até mesmo eliminar a distribuição de conteúdo publicitário em contextos inadequados.

As gigantes das mídias sociais também deverão assumir a responsabilidade pela falta de transparência na forma como compartilham dados com anunciantes e por “fazer o dever de casa” ao informar resultados de campanhas nos Estados Unidos. O Facebook foi acusado de exagerar “na venda” da sua influência entre os millennials. Eles prometeram aos anunciantes acesso a 66,3 milhões de usuários na faixa de 20 a 39 anos. Quando, na realidade, apenas 47 milhões de usuários realmente existiam. Em resposta a esse pequeno erro de cálculo, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook, subiu à tribuna da Dmexco Conference, em Colônia, com iniciativas para “oferecer mais clareza e controle aos anunciantes”. Ela declarou que “disponibilizar ferramentas e medições melhores será parte importante disso no futuro.”